Empresa repensa segurança
Cerca de 40% das torres de transmissão das Furnas Centrais Elétricas, já haviam sido inspecionadas até o início da tarde de ontem. Na área de abrangência da subestação de Furnas em Ivaiporã, que paralisou o trabalho de vistoria em razão da morte do eletricista João Batista de Parvas, na última sexta-feira, as inspeções recomeçaram ontem pela manhã.
Das 7.447 torres de transmissão de energia de Itaipu, de Foz de Iguaçu a São Paulo, nos sistemas de circuito alternado e contínuo, cerca de 60% delas estão localizadas no Paraná.
Na região onde foram encontradas as bombas, priorizada pela operação varredura de Furnas, nenhum outro artefato foi encontrado até ontem. A operação foi determinada por Furnas depois que três bombas foram encontradas entre os municípios de Nova Tebas e Manoel Ribas (região central do Paraná). Uma explodiu e as duas outras foram desativadas pelos peritos da Polícia Federal.
Na última sexta-feira, o eletricista de linha João Batista Parvas morreu ao ser atingido por um helicóptero que estava sendo usado na operação. Parvas acabava de vistoriar uma torre na fazenda Santo Antônio, em Nova Cantu (centro do Paraná) e tentava chegar ao aparelho quando este o atingiu. No acidente, o também eletricista José Duque Viana sofreu ferimentos leves.
O diretor de Operações de Furnas, Celso Ferreira, que esteve no sábado em Ivaiporã, para o enterro de Parvas, disse que em função dos atentados a empresa poderá repensar seu esquema de segurança. Luiz Laércio Simões Machado, presidente de Furnas, que também foi ao enterro do eletricista, descartou a possibilidade da empresa solicitar ajuda do Exército para a segurança externa de suas subestações. O Exército não é para isso, tem outras funções, afirmou. Na subestação de Furnas em Ivaiporã, responsável pelas torres que sofreram atentados, não existe vigilância externa.Arquivo FolhaFalhaNa subestação de Ivaiporã, responsável pelas torres que sofreram atentados, não existe vigilância externaJosé Maschio
Agência Folha





