Empresa quer repelir pombos com antenas
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segunda-feira, 09 de setembro de 2013
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Londrina A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) deve voltar a se reunir com o corpo técnico da empresa que testou sem sucesso um sistema de repelência eletromagnética das amargosinhas na Praça Sete de Setembro, no centro de Londrina. O objetivo é conhecer um novo sistema que já está em fase de testes de laboratório.
Trata-se de uma emissão de ondas por antena, que corrigiria a falha na formação de um cinturão de ondas para impedir os pássaros de se refugiarem nos galhos. "A emissão pelos fios nos galhos, que não são lineares, acaba deixando buracos no cinturão e por isso essa primeira fase dos testes não foi bem sucedida. Vamos mudar apenas a metodologia. É uma adaptação", afirmou Cléber Garcia, um dos diretores da Robotx. "A ideia é colocar antenas em uma área e formar este cinturão de isolamento das árvores. Mas ainda estamos desenvolvendo o alcance de cada instrumento para definir quais os pontos mais apropriados.".
Cleuber Brito, secretário de Ambiente, disse que enquanto a solução definitiva não chegar, a administração municipal vai tomar algumas medidas paliativas na principal área verde do centro, onde a infestação das amargosinhas mais incomoda. "Estamos em busca de máscaras para que os técnicos da Sema possam fazer uma limpeza completa do solo do Bosque. Vamos fazer a rastelagem das folhas e dos excrementos e depois jogar pó de serra", informou. Segundo o secretário, o pó de serra reduz o mau cheiro e também acelera a decomposição do material orgânico.
Outras ações já estão planejadas, como a retirada de cinco exemplares de eucaliptos, espécie exótica que abriga muitos pássaros, e que também se constituem em uma ameaça para os frequentadores. "Vamos organizar reuniões na zona rural, onde os pombos passam o dia. Com a experiência deles, é possível que os agricultores nos deem algumas sugestões de manejo", afirmou.
Garcia e Brito também confirmaram que a experiência no terminal urbano do Distrito de Irerê (zona sul), ainda em fase de testes, foi bem sucedido. Ambos explicaram que a linearidade da cobertura foi decisiva para que o reator eletromagnético surtisse efeito.
Arma química
Garcia também adiantou que, simultaneamente aos testes com antenas, está sendo desenvolvido uma substância química repelente para ser aplicada nas árvores. "Já fizemos simulações com alguns produtos mas eles foram considerados inviáveis pelo forte odor e por provocar reação alérgica nas pessoas", afirmou. "O que podemos assegurar é que se a população suportar o uso da substância por algumas semanas e se as pombas deixarem de se abrigar no Bosque neste período, o problema estará resolvido, porque elas não voltarão mais", disse o diretor da empresa, cuja sede é em Botucatu (SP).
O titular da Sema preferiu não comentar a possibilidade, mas adiantou que o uso de um repelente químico só ocorrerá mediante garantias de que o produto não provoque males para os seres humanos, nem a morte dos pássaros.


