Empresa obriga pessoal a checar travas nas paradas
Empresa obriga pessoal a
checar travas nas paradas
A Adamy Cargolift Logística e Transporte Ltda é uma das empresas de Curitiba que trabalha quase que exclusivamente com caminhões com contêiner. São 140 caminhões, 18 motoristas registrados e outros 130 que fazem o transporte da carga como autônomos. Todos os motoristas passam por um treinamento para aprender a travar corretamente os chamados lockes (travas de segurança do contêiner). É obrigação do motorista fazer o travamento do contêiner e a verificação das travas em todas as paradas, afirmou Osley José Valverde, gerente comercial da empresa.
De acordo com ele, os casos de acidentes são raros. Em seis anos de atividade, nenhum acidente com o contêiner foi registrado. Para ele, o acidente em São Paulo aconteceu por negligência. Para acontecer o acidente daquela forma, ou os pinos se soltaram ou não houve o travamento na carreta. De toda a forma foi negligência, argumentou.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Valmor Weiss, disse que o acidente é grave e merece uma discussão aprofundada sobre a situação dos caminhoneiros brasileiros. O problema é a pressão econômica irresistível em cima do caminhoneiro. O escritório dele é o caminhão. Muitas vezes ele trabalha 20 horas por dia, arriscando sua vida para ganhar melhor, lembrou ele. Na pressa, o caminhoneiro acaba não prendendo adequadamente a caixa, podendo provocar acidentes, justificou.
Para evitar os acidentes e a longa jornada de trabalho dos motoristas, Weiss sugere que seja aprovado o projeto de lei nº 2362 parado no Congresso Nacional. A lei definiria um tempo de direção para os caminhoneiros. Ele trabalharia quatro horas, descansaria duas e trabalharia mais quatro, diariamente. Isto é bom para todo mundo. As empresas têm que parar de pensar nos gastos somente e pensar mais em segurança, considerou. Atualmente, 2,6 mil empresas trabalham no transporte de cargas no Paraná. (L.P.)





