Porto Alegre - A Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, está em negociação com o governo para viabilizar a implantação do parcelamento do pagamento do Seguro DPVAT para motocicletas.
Segundo o diretor José Márcio Barbosa Norton, a intenção é que o parcelamento entre em vigor a partir de janeiro de 2013. Norton afirmou que o valor cobrado das motocicletas está hoje em R$ 279,27, contra R$ 101,16 cobrados dos automóveis particulares.
Norton salientou que o preço do seguro não está relacionado ao valor do bem e sim com a frequência que se indeniza esses veículos. ''As motocicletas pagam mais porque há um número maior de acidentes envolvendo esses veículos. O ideal é que caia o número de acidentes para que esse valor possa diminuir. Isso já aconteceu com os ônibus, que pagavam um valor que diminuiu com a queda dos acidentes'', argumenta.
Já existe um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional acerca do assunto, mas Norton afirmou à reportagem que ele deverá ser implantado por decreto. Ele relatou que existe uma vontade política e um entendimento entre os governos federal e estaduais para regulamentar e operacionalizar o parcelamento do seguro o mais rápido possível.
''Eu acredito que isso ajude a reduzir a inadimplência'', sustenta. A inadimplência do seguro DPVAT é de 69%.
Norton reforçou que muitos desconhecem que a inadimplência podem inviabilizar o pagamento do seguro se o condutor for a vítima. ''Em um acidente como esse o pedestre pode ser indenizado, a família desse pedestre pode ser indenizada, mas se a vítima for o condutor e ele não tiver quitado o seguro DPVAT, não terá direito a receber o valor da indenização'', explica.
Foi o caso do motociclista Everaldo Félix da Silva, de Londrina, que deixou de pagar o Seguro DPVAT, se acidentou e, embora tenha solicitado a indenização, não recebeu nem um centavo. ''Eu paguei fora do prazo e acabei não recebendo o dinheiro. Fiquei 59 dias internado no hospital e tive de ficar dois anos parado. Cheguei a fazer perícia, mas até agora nada. O caso está agora nas mãos da Justiça'', reclama.(V.O.)

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