Empresa nacional está despreparada para globalização, mostra pesquisa9/Mar, 19:58 Por Carla Franco São Paulo, 09 (AE) - A maioria do empresariado paulista considera que as empresas brasileiras não estão preparadas para competir em um mercado cada vez mais globalizado. A conclusão é de uma pesquisa feita pela Federação e Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp/Ciesp), em parceria com o Instituto Vox Populi. De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 24 e 28 de fevereiro, com 396 empresários, 54% dos entrevistados responderam que as empresas não estão prontas para a globalização. Entre os principais motivos apontados pelo empresariado estão parque industrial desatualizado (35%), falta de incentivo do governo (14%) e de capital de giro (11%) e carga elevada de tributos (10%). A pesquisa revelou ainda que 44% dos entrevistados acham que as empresas brasileiras estão preparadas para a globalização. Quarenta por cento dos empresários informaram que as empresas estão investindo em tecnologia e outros 29% consideram que o parque industrial está atualizado. Internet - Entre os entrevistados, 79% disseram que utilizam a Internet em suas empresas. A taxa de utilização é de 95% entre as grandes empresas, 90% nas médias, 81% nas pequenas e 54% nas micro-empresas. Noventa por cento dos entrevistados usam a rede mundial para obter informações técnicas ou comerciais. A mesma pesquisa indicou que as áreas de contabilidade e manutenção são os setores mais terceirizados das empresas. Segundo a Fiesp, 64% do total de entrevistados utiliza serviços terceirizados de contabilidade e 52%, de manutenção. áreas estratégicas como gerenciamento geral da empresa, planejamento de marketing e administração de recursos humanos foram indicadas como as menos terceirizadas. Refis - A Fiesp perguntou ainda aos entrevistados sobre o Programa de Recuperação Fiscal (Refis). A maioria dos empresários (77%) disse que conhece o programa, mas 53% afirmaram que não vão participar dele. Apenas 3% dos entrevistados disseram que vão aderir ao Refis, enquanto 42% ainda estão em dúvida. O principal motivo citado para a não-participação foi a inexistência de dívidas fiscais.

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