São Paulo - Um novo produto para pessoas que sofrem de diabetes deve facilitar o monitoramento da doença. É o que promete a Bayer Health Care, fabricante do aparelho Breeze 2, sistema de monitoramento de glicose no sangue. O produto, recém-lançado no Brasil e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi apresentado à imprensa, na última semana, durante uma coletiva, em São Paulo.
A promessa da indústria farmacêutica é zerar a possibilidade de erro na medição da glicose, problema que outros tipos de aparelhos apresentam. Isso acontece porque a tecnologia existente exige que o paciente coloque manualmente um código ou chip a cada troca do lote de tiras para o aparelho efetuar a leitura correta.
Um estudo feito nos Estados Unidos, no Diabetes Control Center, na Carolina do Sul, e no VA San Diego Healthcare System, na Califórnia, apontou que um em cada seis diabéticos cometem erros na hora de ajustar manualmente os monitores, o que leva a uma média de erro de até 43% na leitura dos resultados. O novo produto, segundo o fabricante, vem com a tecnologia ''já codificado'', que dispensa codificação ou colocação de chips a cada troca de tiras reagentes.
Erros nos resultados da medição de glicose no sangue podem, segundo o professor titular e chefe da disciplina de Endocrinologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), Antonio Roberto Chacra, levar a erros na dosagem de insulina a ser administrada. Isso, a longo prazo, pode causar, segundo o médico, prejuízos à saúde do paciente.
O diabetes é uma doença que se não controlada pode levar a consequências graves como insuficiência renal, doença coronária, cegueira, amputação e até a morte. A doença do tipo 1, explica o médico, se caracteriza pela falência do funcionamento do pâncreas, responsável pela produção da insulina, substância fundamental para o metabolismo da glicose. Pode aparecer em crianças, jovens e adultos jovens, que necessariamente têm que utilizar insulina e fazer controle rigoroso da glicemia algumas vezes ao dia.
Na do tipo 2, a insulina nem sempre deixa de ser produzida, mas a quantia é insuficiente. Este tipo sempre foi mais comum em adultos obesos que não praticam atividade física, mas como a obesidade infantil tem aumentado, os casos de diabetes tipo 2 também têm crescido nessa faixa etária. O tratamento do tipo 2 normalmente é feito com dieta, exercício físico e medicação oral, mas em muitos casos também é necessária a utilização de insulina. Chacra ainda alerta para o chamado o pré-diabetes, quando a taxa de açúcar no sangue já está alterada. O ideal, segundo ele, é que pacientes de risco, que tem histórico familiar, obesidade, hipertensão e mulheres que deram à luz a crianças com quatro quilos ou mais, façam exames de dosagem de glicose no sangue pelo menos uma vez ao ano e mudem o estilo de vida.
Serviço: Mais informações pelo telefone 0800-7231010
* A jornalista viajou a São Paulo a convite da Bayer Health Care

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