Empresa inglesa reforça a Garotinho interesse pela Cedae
Rio, 27 (AE) - O diretor da empresa inglesa de saneamento Thames Water no Brasil, Emilio Gabbrielli, que esteve reunido com o governador do Rio, Anthony Garotinho, reafirmou hoje o interesse da empresa na Companhia Estadual de água e Esgoto (Cedae). A empresa, responsável pela recuperação do Rio Tâmisa, em Londres - inaugurou hoje, no Rio, seu primeiro escritório na América Latina, interessada em desenvolver parcerias com o governo e a iniciativa privada.
No fim do ano passado, a negociação para a compra da estatal estava avançada, disse Gabbrielli, mas a Thames resolveu desistir por causa da "incerteza do processo de privatização e da possibilidade de desvalirização da moeda". Para ele, a venda da Cedae só depende do "desenvolvimento político da questão". O diretor da Thames no Brasil disse que o Rio foi escolhido como sede da empresa, entre outros motivos, por causa da proximidade com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). "O Rio será nossa base de negócios, nos próximos 12 meses, nossa participação vai ser cada vez mais significativa", afirmou. "Gostaríamos de introduzir no Brasil os projetos pioneiros que dessenvolvemos em outros países."
Privatizadava em 1989, a ex-estatal Thames Water atende, hoje, a cerca de 12 milhões de consumidores no Reino Unido. O diretor executico da Thames, Bill Alexander anunciou a a empresa vai financiar bolsas de estudo para universitário do País estudarem no Reino Unido. "Precisamos assegurar o mesmo padrão de qualidade", comentou. Segundo o Alexander, caso a empresa venha a fornecer algum tipo de serviço no País, o operação será feita "totalmente com pessoal brasileiro". O diretor-executivo informou que a Thames opera hoje, na Turquia, o maior projeto de tratamento de água do mundo, orçado em US$ 930 milhões.
Segundo ele, a empresa fez, desde a privatização, investimentos equivalentes a R$ 800 milhões por ano no Reino Unido. Ainda não há uma estimativa de quanto a empresa gastaria no Brasil. "Depende dos termos dos processos de privatização, mas o que interesa não é esse modelo, e sim a parceria entre os setores público e privado", disse Alexander.
A empresa, que possui projetos em países como China, Malásia Tailândia, Indonésia, Austrália, Chile e Porto Rico, estima em US$ 6 bilhões os gastos para o próximo quinquênio. "Queremos trabalhar para fazer com que se possa encontrar aqui na Baía da Guanabara o equivalente ao salmão que reapareceu no Tâmisa", disse o gerente de negócios da empresa Jim McGivern.





