Empresa equatoriana faz rota fluvial até o Pacífico desde Manaus
Manaus, 18 (AE) - A rota fluvial de Manaus ao Porto de Mantra, no Equador, pode se tornar a mais nova opção de saída brasileira para o Pacífico, oferecendo uma redução de até 20 dias no processo de importação e exportação de produtos para países da ásia e Oceania. No dia 25 deste mês será feita a primeira viagem comercial de transporte de produtos da Zona Franca de Manaus para o Equador através de via fluvial, pelos rios Solimões (Brasil), Maranon (Peru) e Napo (Equador). O secretário de Indústria e Comércio do Amazonas, Cristovão Marques Pinto, revela que a rota foi testada e aprovada pela empresa equatoriana Navecon, que aportou esta semana com um empurrador e duas balsas que fizeram o trajeto de 2,5 mil quilômetros entre o Equador e o Porto de Manaus em 11 dias. Com a empreitada a empresa pretendeu provar a viabilidade técnica do corredor fluvial de ligação para o Pacífico.
A viagem foi realizada com apoio do governo equatoriano e marcou também a reabertura da navegação de embarcações equatorianas por águas peruanas, antes proibida por causa de conflito diplomático entre os dois países.
Segundo Cristovão Pinto, a saída de produtos brasileiros para o Pacífico através do Porto de Belém e do Canal do Panamá representa um trajeto de até 60 dias, 20 dias mais longo que a rota que estará sendo testada a partir do dia 25. A expectativa inicial é que as indústrias do setor eletroeletrônico, que importam insumos da ásia para a Amazônia, possam se beneficiar, assim como a Coca-Cola, que exporta para a Austrália, por meio da empresa Recofarma, instalada na Zona Franca de Manaus. Honda, Philips e Samsung também são potenciais clientes da rota para exportação de produtos para a Colômbia, segundo Marques. Além da Navecon, outras duas empresas de transporte intermodal de Cargas já estão fazendo contatos para atuar na rota Manaus-Equador. As empresas são a Amazonave e Equatorial.





