São Paulo, 06 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), afirmou que a inclusão da empresa Spenco no consórcio responsável pelas obras do Complexo Cultural Júlio Prestes, na capital, foi autorizada pela Secretaria da Cultura e precedida de parecer positivo dos juristas consultados na ocasião, mesmo estando em concordata preventiva. A situação financeira da empresa e a conclusão total do empreendimento, segundo os pareceres, eram responsabilidade dos titulares do consórcio, a Triunfo e a Acciona, que venceram a concorrência disputada com outros três consórcios. Opinaram pela legalidade da questão os juristas Floriano de Azevedo Marques Neto, Adilson Dallari, Eros Grau, Benedito Porto Neto, Carlos Ari Sundfeld, Nodette Peano e Eurico Andrade Azevedo. Ele acrescentou que, quando a Spenco foi contratada, ela tinha pago as dívidas e não era mais concordatária. Covas afirmou que a empresa vem participando de várias obras realizadas pela Secretaria da Cultura, como a restauração do teatro São Pedro e a recriação dos estúdios Vera Cruz, a ser concluída em abril, porque é uma das únicas empresas especializadas em restauro. O Centro Cultural Júlio Prestes, a ser inaugurado na sexta-feira (09), custou R$ 44,2 milhões. Trata-se de uma sala de concertos para 1 5 mil convivados e, na opinião do governador, "uma das mais bonitas e modernas do mundo".

mockup