Curitiba - O grupo belga Tractebel está sendo acusado de cometer crime contra o meio ambiente na região sudoeste do Paraná. A empresa comprou a usina hidrelétrica de Salto Santiago, no município de Rio Bonito do Iguaçu, a 125 quilômetros a oeste de Guarapuava. Antes da privatização do setor energético brasileiro, a usina era operada pela Eletrosul.
Confomre denúncia apresentada pelos vereadores Elíbio Bergeier (PMN) e Francisco Felipe de Oliveira (PP) junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a mortandade de peixes está acima do normal no lago de Salto Santiago, onde está instalada a usina. A situação está sendo provocada porque a Tractebel não está preocupada em manter um nível de água que permita a oxigenação para os peixes no reservatório. Além disso, não avisa quando abre e fecha as comportas, o que aumenta ainda mais o crime ambiental contra os peixes, denunciou Bergeier.
No período de estiagem que predominou recentemente, a empresa não reduziu a capacidade de produção e geração de energia, o que reduziu ainda mais o nível de água do reservatório. Com a volta das chuvas, o reservatório está voltando ao seu nível normal, mas a recuperação ainda não foi total, alegou Bergeier.
O presidente do IAP não foi encontrado para falar sobre essas providências. A Folha tentou contato com a Tractebel, em Santa Catarina, mas a empresa está em recesso.

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