São Paulo - A União do Litoral, proprietária do ônibus que tombou na Rodovia Mogi-Bertioga, litoral de São Paulo, informou que o tacógrafo do veículo registrou 41 Km/h no momento do acidente e que a máxima permitida na via é de 60 Km/h. A empresa informou ainda que o coletivo havia passado por manutenção preventiva há 15 dias e por todas as vistorias de órgãos fiscalizadores, como a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A companhia negou que o veículo trafegasse em alta velocidade e que tenha ocorrido uma discussão entre o motorista e os estudantes, situação que chegou a ser cogitada por alguns dos sobreviventes. Ademir Pedralli, pai de um estudante que teve ferimentos graves, disse ter ficado sabendo que uma aluna discutiu com o motorista minutos antes do acidente. Ela teria reclamado que o condutor estava em alta velocidade. "Segundo os alunos dos outros ônibus, esse ônibus estava em uma velocidade tremenda", disse o pai.
Segundo parentes de estudantes, o condutor Antonio Carlos da Silva, que morreu no acidente, costumava "correr muito". "A pasta profissional do motorista é exemplar e não há nenhuma reclamação de alunos", comentou a empresa.

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