Curitiba - O presidente da Ferropar, Aníbal Falcão, disse ontem que a empresa vai pagar hoje ao Estado R$ 600 mil, valor equivalente ao da última parcela paga pelo arrendamento da ferrovia. O valor reduzido foi acertado em janeiro de 2000, ainda na gestão de Jaime Lerner (PSB), cuja validade termina hoje. Segundo ele, a companhia ainda está em negociação com a Ferroeste (autarquia responsável pela concessão) sobre os valores a serem pagos.
''Vamos fazer o pagamento para não interromper as negociações que estão em andamento'', declarou. Falcão disse que não há como pagar a parcela esperada pelo governo Requião, de R$ 3,2 milhões, porque isso inviabilizaria o transporte. ''A administração atual da Ferropar está disposta, em primeiro lugar, a fazer qualquer ato que preserve o usuário'', ressaltou.
De acordo com Falcão, o valor pago hoje corresponde à décima sexta prestação, e não à primeira, como divulgado pelo governo estadual. ''Até hoje, em valores atualizados, já pagamos R$ 11,8 milhões pelo arrendamento. Já foram investidos R$ 14,7 milhões'', relatou. A empresa está finalizando uma auditoria, que estará disponível para avaliação do governo estadual. ''Queremos ter situação de absoluta transparência com o governo, como se fosse uma co-gestão.''
Falcão assumiu a presidência da Ferropar em agosto de 2003. Desde então, ele diz que houve redução de 30% nas despesas da companhia. ''Nos últimos meses, o movimento de transporte melhorou em 20%, e isso em época de entressafra. Estamos trabalhando para otimizar a companhia'', acrescentou. Ele confirma que em 2003 a empresa transportou 1,69 milhão de toneladas, mas que a expectativa para esse ano é superar 2 milhões de toneladas. Segundo ele, a empresa teve problemas financeiros porque as projeções de movimentação não se concretizaram. ''Quando foi feita a licitação já havia uma sensação de desequilíbrio, tanto que apenas um concorrente participou da disputa'', explicou.

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