Empresa deve tomar medida judicial
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A empresa Disk Ingressos considerou como constragimento e humilhação a situação em que uma funcionária foi encaminhada à delegacia após ter, supostamente, se negado a vender uma meia-entrada para um policial militar. Em nota divulgada ontem pela assessoria de imprensa, a empresa informa que fez o acordo da venda dos ingressos no sentido de retirar do cárcere ilegal e da pressão mental e física exercida arbitrariamente sobre nossa colaboradora que estava detida a mais de três horas.
Informou, ainda, que a assessoria jurídica da empresa estuda as medidas legais cabíveis que tomará. A detenção da nossa colaboradora, por parte das pessoas que este ato procederam, atitude extremamente arbitrária e sem qualquer respaldo legal.
O tenente da Polícia Militar (PM), Nelson Ferreira dos Santos, disse à reportagem da FOLHA que teria ido a um quiosque de revenda de ingressos no shopping com a noiva, ambos estudantes. Ao pedirem duas meia-entradas para o show, a vendedora teria se recusado e cobrado R$ 93 o ingresso masculino e R$ 83 o feminino. De acordo com ele, quando a vendedora se recusou a fazer a venda da meia-entrada, ele insistiu para que conversasse com a gerência, mas ao receber novamente a negativa, Santos ligou para o telefone 190.
A vendedora e Santos foram para o 8º DP e o dono da empresa de venda de ingressos tentou oferecer entradas gratuitas. Santos disse que recusou e pagou meia-entrada.


