Empresa deu um show de competência, avalia presidente da Telemar
Por Mônica Ciarelli, especial para Agência Estado
Rio, 16 (AE) - O presidente da Telemar, Manoel Horácio da Silva, afirmou que a empresa deu um "show de competência tecnológica" durante a mudança no sistema de discagem de longa distância no País. Segundo ele, o bom desempenho da companhia mostra que a Telemar não precisa de nenhuma operadora estrangeira para manter a qualidade dos seus serviços.
"Nenhum operador internacional precisa vir nos mostrar como se gerencia a empresa", disse Manoel Horácio, rebatendo afirmações de executivos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre o interesse da instituição em vender a participação de 25% do BNDESpar na holding para uma empresa internacional.
O presidente destacou que não há como prever quem vai adquir a participação do BNDESpar na companhia, já que a venda será feita por meio de um leilão. Manoel Horácio acredita que a entrada de um novo parceiro na holding não vai alterar a atual gestão da companhia. "Somos sete acionistas, a mudança de um dos parceiros não vai mudar em nada o grupo de controle", explicou. Sobre a compra da participação da Inepar na holding para o Opportunity, o presidente da Telemar disse que a entrada do Opportunity no grupo deu mais "estabilidade sobre a capacidade dos sócios pagarem a segunda parcela referente ao leilão de privatização do sistema Telebrás. "Com a entrada do Opportunity , ficou claro que todos os parceiros têm dinheiro para quitar a segunda parcela", afirmou Manoel Horácio durante um seminário sobre telecomunicações promovido na Câmara de Comércio Americana.
O presidente da Telemar informou ainda que o processo de reestruturação das 16 teles do grupo será mais lento do que se previa inicialmente. Segundo ele, o grande problema hoje é o direito dos minoritários. Ele lembra que existem 64 tipos de ações preferenciais nas 16 empresas, que dão direitos diferenciados aos seus detentores. "Isso complica muito uma fusão das companhias", disse. "Se formos fazer uma fusão pura e simples, custaria R$ 1,4 bilhão para comprar a participação dos minoritários", calculou Manoel Horácio. O trabalho da companhia atualmente, revela, é buscar forma mais barata de ser fazer a reestruturação societária. "Não seria nada bom para a companhia gastar R$ 1,4 bilhão simplesmente para deixar os minorados mais felizes."
Como o processo de reestruturação societária será lento, a prioridade da Telemar agora será dar continuidade a reestruturação na parte administrativa da empresa. O presidente da Telemar explicou que, com a implantação de um novo sistema de gestão integrada, conhecido como SAP, a companhia vai conseguir uma economia de R$ 50 milhões a R$ 300 milhões por ano. Esse sistema vai entrar em funcionamento em 10 meses a partir da Telemar Minas. Após esta data, a cada mês, uma das teles será integrada ao sistema. Para colocar o projeto em operação, a Telemar investiu R$ 100 milhões.





