Empresa de segurança da APPA quer fazer trabalho preventivo
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Paranaguá - Barreiras de contenção, defesa civil, corpo de bombeiros, policiais ambientais. Todos ontem estavam preparados para atender uma ocorrência de vazamento de três metros cúbicos de hidrocarbonetos na baía de Paranaguá. O vazamento não ocorreu de verdade. Técnicos da Alpina (empresa que faz o trabalho preventivo e de retirada do óleo do mar no Porto de Paranaguá) participaram de um simulado que durou mais de quatro horas. Na primeira etapa, eles colocaram bóias em torno de um navio que desembarcava grãos no Porto de Paranaguá: Eugenie, do Panamá.
As barreiras de contenção foram colocadas com dificuldade por conta da maré. ''Resolvemos fazer a simulação para avaliarmos a performance de nossa equipe e para corrigirmos possíveis erros. Queremos qualidade no trabalho'', disse Amarildo Araújo da Silva, gerente regional da Alpina. Na opinião dele, o trabalho preventivo nos navios deveria ser usual. Ou seja, toda vez que um navio atracasse para abastecimento, deveria ser realizada uma barreira de contenção para previnir vazamentos. O trabalho preventivo já é comum em Santos, litoral de São Paulo.
''Nossos treinamentos são semanais. A idéia seria que esses trabalhos preventivos ocorressem diariamente. Estamos tentando sensibilizar as autoridades portuárias para a necessidade deste trabalho. Depois que o óleo está na água é muito mais difícil de fazer a contenção. Todo navio que vai abastecer em Santos tem um cerco. Aqui não. Ninguém poderia prever que o VicuÀa, por exemplo, iria explodir'', lembrou. Na segunda etapa, os técnicos simular a ocorrência de um vazamento, lançando pipocas na água. Recolhedores de óleo, bombas e tanques de armazenamento foram acionados e colocados em funcionamento para a retirada do produto do mar.
A oceonógrafa Noelle Costa Saborido, do Departamento de Meio Ambiente do Porto de Paranaguá, foi responsável por acionar os departamentos ligados ao porto para que o trabalho de retirada do suposto óleo fosse rápido. ''Esse treinamento pode ser usado no futuro aqui '', disse ela. Foram usados 6 quilos de pipoca e 15 pessoas foram mobilizadas.
O assessor de segurança do Porto de Paranaguá, Jack Holmer, informou que a prioridade do Porto é garantir que o meio ambiente não seja atingido com os acidentes navais. ''Estamos monitorando os exercícios, que são regulares, semanais. Precisamos de ações preventivas'', avaliou ele. Nos próximos dias serão feitos simulados de incêndio para verificar a resposta dos técnicos em acionar o pessoal de saúde, a defesa civil e o Corpo de Bombeiros.


