São Paulo - Uma prestação de contas que seria encaminhada à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) mostra que a organização lavava cerca de R$ 15 milhões por ano só na Empresa de Ônibus Andirossi. Mais conhecida como Expresso 15.3.3., a empresa tinha 11 ônibus usados exclusivamente para distribuir cestas básicas na zona leste da capital paulista e transportar as visitas de presos das penitenciárias de Avaré, Presidente Venceslau e Presidente Bernardes onde estão lideranças da facção criminosa. A descoberta foi feita pelos policiais da Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que prendeu Dalmir Cerqueira, o Capela, de 30 anos, ''piloto'' (espécie de gerente) do PCC na cidade.
Capela assumiu o cargo há duas semanas, depois das prisões de Paulo Freire da Silva, o Noturno, de Renato Kauffman da Costa, o Cauã, e de Alberto Dovanci, o Beto Alemão. Os três eram integrantes do tribunal do PCC da região, responsável pela execução de quatro pessoas em julho. Cerqueira, que havia assumido no lugar dos presos, foi localizado pelos policiais com 1,8 quilo de cocaína.
Durante as investigações sobre as atividades do PCC na região, os policiais descobriram a existência da empresa de ônibus, que estava em nome de Marcelo Rossinholli, o Atalaia, e de sua sócia, Andrea Martins de Oliveira, mulher de um integrante do PCC preso com Rossinholli na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Na sede da empresa, os policiais apreenderam documentos que levaram à prestação de contas feita por Andrea e por Augusto Martins, que trabalhou quatro anos como gerente da empresa.

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