Empresa de Londrina está sob suspeita
Alexandre Sanches
De Londrina
A diretora da Vigilância Sanitária de Londrina, Mara Ferreira Ribeiro, disse ontem que não há fato concreto que leve à conclusão de que Londrina seja rota do comércio clandestino de remédios falsificados. Parte da imprensa divulgou ontem que empresas da região fariam parte das investigações da CPI dos Medicamentos, depois que o nome da Distribuidora SantAngélica foi encontrado em caderneta de anotações em uma casa de Uberlândia (MG), onde funcionaria a representação de laboratório clandestino.
De acordo com Mara Ribeiro, a Secretaria de Estado da Saúde, sabendo desta informação, solicitou que fosse realizada uma vistoria na distribuidora, que funcionava na rua Souza Naves, 410 (área central) para confirmar se havia ou não indícios de distribuição de medicamentos falsificados. Por conta disso, fizemos um trabalho de rotina, como fazemos em toda a região, disse.
No dia 30 de janeiro a Vigilância Sanitária foi até a sede da SantAngélica para verificar a denúncia de irregularidades. Como não tinha um mandado de busca e apreensão, os fiscais não puderam entrar no estabelecimento e nem realizar a apreensão dos medicamentos estocados no local. Além disso, a sala estava fechada e não havia funcionários com quem pudessem conversar.
Com base nestas informações, segundo Mara Ribeiro, a Vigilância Sanitária realizou uma outra operação de rotina, desta vez visitando 19 farmácias do município, escolhidas aleatoriamente. O objetivo era saber quem havia realizado compra de medicamentos do laboratório. Fizemos uma pesquisa por amostragem e encontramos notas fiscais de compra em três estabelecimentos. Mas eram de produtos fitoterápicos. Fizemos a apreensão destes produtos por medida cautelar até concluirmos as investigações e análise dos remédios.
Ela explicou ainda que os produtos fitoterápicos são vendidos nas farmácias, mas que eles não possuem o registro definitivo do Ministério da Saúde, por isso a sua apreensão. Também não acredito que estejam falsificados, porque a base da fitoterapia são ervas medicinais facilmente encontrados na natureza. Aguardamos somente a análise destes produtos.
A Polícia Federal acompanhou a visita da Vigilância Sanitária. Ontem, porém, o delegado-chefe da PF, José Roberto Morel não foi encontrado para falar se foi aberto ou não inquérito para apurar esta denúncia.





