Curitiba Trinta milhões de reais. Essa é a quantia que a fabricante de cigarros Sudamax investiu para desenvolver uma tecnologia que dificulte a ação de falsificadores do produto, incluindo uma máquina alemã de embalar cigarros à prova de falsificações. O equipamento é único no Brasil e está instalado na fábrica, em Cajamar (SP). O resultado desse investimento chegou anteontem ao mercado: os três novos lançamentos, a marca U5 nas versões jeans, menthol e citrus, tem uma embalagem box octogonal.
Como espera-se os falsificadores de cigarros do Brasil e do Paraguai não têm essa tecnologia, a Sudamax acredita que está dando um grande passo contra a pirataria. Segundo informações fornecidas pela empresa, que tem 91 anos desde a sua fundação, 40 bilhões de cigarros ilegais foram vendidos no Brasil em 2003. É quase 30% do mercado total do produto, estimado hoje em 140 bilhões de unidades/ano. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná concentram 80% do mercado ilegal (produtos contrabandeados, falsificados e vendidos sem nota fiscal).
No Paraná, segundo a Sudamax, o consumo gira em torno de 7,5 bilhões de cigarros ao ano (5,3% do consumo nacional), dos quais 46% são produtos ilegais. Calcula-se que a indústria fumageira tem prejuízo de R$ 700 milhões/ano com o comércio ilegal com a sonegação de impostos, o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 1,5 bilhão.
Em passagem a Curitiba, ontem, para o lançamento do produto, o diretor industrial da Sudamax, Ricardo Herrmann, explicou que a necessidade de um combate mais agressivo aos falsificadores ficou evidente no ano passado, quando versões pirateadas da marca U5 natural foram apreendidas somente 12 dias depois do lançamento do produto. O esforço, agora, segundo ele, é para que o consumidor perceba a diferença entre a nova embalagem e as falsificadas.

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