A empresa petroleira Chevron Brasil Upstream começou hoje (16) a introduzir lama pesada no poço por onde, há uma semana, vaza petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A empresa, que mantém o controle da produção do petróleo no local, informou por meio de nota que o próximo passo será cimentar o poço para inutilizá-lo de forma definitiva.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, anteontem, o plano de abandono do poço apresentado pela Chevron.

Sobre as causas do vazamento, a principal hipótese da petroleira é que uma fratura provocada por procedimentos de estabilização do poço tenha liberado o óleo, que vazou por uma falha geológica. A Chevron é inteiramente responsável pela contenção do vazamento. Dezoito navios estão participando dos trabalhos de contenção do vazamento, oito da própria Chevron e dez cedidos pelas empresas Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell, que também operam na Bacia de Campos.

Para a coordenadora da Campanha de Clima e Energia da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Leandra Gonçalves,o vazamento, que já se espalhou por mais de 160 quilômetros quadrados (aproximadamente a área de 25 mil campos de futebol), serve de alerta para que o governo brasileiro repense as licitações para exploração de petróleo. Ela defendeu que o país crie um programa de contenção de vazamentos que garantam a exploração segura de petróleo.

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