Empresa chinesa diz que candidata a vacina contra Covid-19 é promissora, após teste humano (1)


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O China National Biotec Group (CNBG) afirmou que resultados iniciais de testes em humanos para uma candidata a vacina contra o novo coronavírus sugere que ela pode ser segura e efetiva. Trata-se da segunda da empresa a mostrar resultados encorajadores nos testes clínicos.

A vacina experimental, desenvolvida por uma unidade de Pequim do CNBG, induziu anticorpos de algo nível em todos os participantes inoculados em um teste envolvendo 1.120 pessoas saudáveis, de acordo com dados preliminares, disse o CNBG no domingo (28), sem dar mais detalhes.



Outra candidata a vacina, criada pela empresa chinesa CanSinoBIO em parceria com a Academia Militar de Ciências Médicas, teve seu uso autorizado em unidades do Exército chinês. Ela recebeu o nome de Ad5-nCoV.

Laboratórios do mundo inteiro disputam para encontrar uma vacina contra o vírus, que foi detectado pela primeira vez no fim de 2019 na China e que já deixou meio milhão de mortos.

Quase metade das 17 vacinas atualmente em processo de testes clínicos (ou seja, em humanos) estão sendo desenvolvidas por institutos chineses, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Empresas e pequisadores chineses receberam permissão para testar oito candidatas a vacina em humanos tanto no país quanto no exterior.

"Os dados dos testes clínicos demonstraram um bom perfil de segurança e níveis elevados de resposta imune humoral e celular", afirmou a CanSinoBio em um comunicado enviado à Bolsa de Hong Kong, onde tem cotação.

Por esse motivo, a Comissão Militar Central, a instituição à qual está vinculado o Exército chinês, aprovou em 25 de junho o uso militar da vacina pelo período de um ano. Não há garantias de que o uso seja liberado em escala comercial.

Segundo a CanSinoBio, a primeira e a segunda fases dos testes da Ad5-nCoV foram concluídos e demonstraram altos níveis de resposta imune nos pacientes. Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet, onde foram recebidos com ceticismo por especialistas.

O estudo aponta que quase a metade dos recipientes da vacina reportaram febre, 44% descreveram fatiga e 39% tiveram dores de cabeça. Ao todo, 9% dos pacientes descreveram efeitos colaterais severos.



Ainda segundo a OMS, além das 17 vacinas que estão sendo testadas em humanos, outras 132 estão em fase de avaliação pré-clínica. Nenhuma delas recebeu a autorização de comercialização.​

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