Empresa britânica quer impedir saída da Sprint da Intelig
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 25 (AE) - A inglesa National Grid entrará amanhã com uma ação de "dissolução parcial de sociedade" na 26ª Vara Cível do Rio, pedindo que a norte-americana Sprint saia da Intelig, empresa-espelho da Embratel. Na prática, a National Grid precisa propor esta ação, no máximo até amanhã, para manter a liminar que afastou, no final de dezembro, os diretores da Sprint das decisões da Intelig. A Sprint está sendo fundida com a MCI WorldCom, que é dona da Embratel, e não pode ficar no controle das duas operadoras de longa distância no Brasil.
A ação é uma medida de segurança. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - assim como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) - já determinou que a Sprint saia da Intelig até 21 de abril, mas a National Grid quer garantir o afastamento dos diretores. Segundo informações do próprio presidente da Intelig, Fernando Terni, os 14 executivos indicados pela Sprint não estão na empresa desde o último dia 10. O advogado da empresa inglesa, Régis Fichtner, lembrou que a liminar concedida à National Grid desencadeou as decisões da Anatel, e é importante manter o processo na Justiça. A Sprint havia tentado derrubar a liminar, que foi confirmada este mês. A direção da Sprint nos Estados Unidos enviou então uma carta à Anatel, dizendo que contratou uma empresa para intermediar a venda de sua participação de 25% na Intelig. A National Grid tem 50% e a France Telecom, os outros 25%.
Como a telefônica francesa tem ações da Sprint, está sendo obrigada a escolher entre a empresa norte-americana e a Intelig. Mas já manifestou seu desejo de ficar com a empresa-espelho. A France Telecom também terá até 21 de abril para comunicar sua opção à Anatel, e depositar em um fundo as ações que irá descartar.
A National Grid não vê necessidade de entrar na Justiça contra a France Telecom, por enquanto, até porque os executivos indicados por sua sócia assinaram termos de confidencialidade, para evitar vazamento de informações para a Sprint e a MCI. Há 15 executivos da France Telecom na Intelig.


