Empresa automatiza desmineralizador de termoelétrica8/Mar, 15:12 Por Liana John Campinas, SP, 08 (AE) - Com o esgotamento dos grandes potenciais hidrelétricos, o Brasil começa a investir pesado em termoelétricas. Mas um dos principais problemas continua sendo a disponibilidade de água, já que as térmicas dependem de sistemas de resfriamento e/ou da produção de vapor nas caldeiras. Muitas das novas usinas, portanto, deverão recorrer a águas poluídas ou salobras, fora dos padrões requeridos, sendo obrigadas a tratar esta água antes de utilizá-la. Para facilitar o trabalho, uma empresa paulista desenvolveu um sistema de automação desassistida para processos de desmineralização, formado por um software e um painel eletrônico controlador. O sistema é modular, levou seis meses para ser desenvolvido com recursos próprios e serve para usinas térmicas de diversos portes. "É um sistema desenvolvido para proteger a instalação e o meio ambiente", diz Robert H. Bernhard, da C+ Tecnologia. Segundo ele, o sistema monitora o funcionamento dos desmineralizadores e, caso detecte falhas, tem autonomia para desligar bombas ou fechar válvulas, além de fazer soar alarmes. O sistema também gerencia equipamentos em paralelo transferindo o fluxo de água de um filtro para outro, por exemplo, em caso de entupimento. A primeira usina a testar o novo sistema de automação é da Companhia Siderúrgica Nacional, CSN, uma termelétrica com capacidade de geração de 230 megawatts, que utiliza como combustível os gases gerados nos próprios processos siderúrgicos. O funcionamento da térmica, quando completo, reduzirá em 25% a captação de água do rio Paraíba. Os equipamentos de desmineralização, na CSN, tem capacidade para tratar até 300 metros cúbicos por hora. Maiores informações sobre o sistema de automação para desmineralizadores podem ser obtidos com a C+ Tecnologia pelo email [email protected] ou do telefone (11) 38240109.