Empresa assume custo para escoar safra
Curitiba- O diretor de comodities agrícolas da América Latina Logística (ALL), Eduardo Pellessone, afirmou ontem que a concessionária vai assumir qualquer aumento de custo para o escoamento da safra, já contratada, até que o transporte da mercadoria possa ser realizado normalmente até o Porto de Paranaguá. Diariamente, trafegam pela ferrovia 600 vagões. Cada vagão transporta cerca de 3 mil toneladas por dia.
Entre 50% e 60% dos 100 clientes da ALL que operam no Porto de Paranaguá anunciaram que têm estoque suficiente para atender a demanda durante o prazo de dez dias anunciado pela concessionária. As cooperativas, maiores clientes da ALL, não revelaram ontem preocupação com a interrupção da ferrovia porque o período é de entressafra e o fluxo de transporte de carga para o Porto de Paranaguá já diminuiu.
''Com esses clientes não teremos prejuízos. Eles têm produtos estocados no porto e poderão operar até que a ferrovia retome as atividades'', analisou Pellessone. Os clientes que não puderem transportar a carga pela ferrovia para os portos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul serão garantidos. O transporte pela ferrovia será feito até Araucária. A carga será então transportada para caminhões que irão levar o produto até o Porto de Paranaguá. ''Ninguém vai perder. Os prejuízos serão arcados pela ALL'', afirmou o diretor da ALL.
Ontem, os primeiros transbordos de carga foram realizados. Duzentos caminhões transportaram produtos de cooperativas de Araucária até o Porto de Paranaguá. A ALL ainda não fez os cálculos dos prejuízos. ''Queremos antes resolver a situação. Depois pensaremos nos prejuízos'', salientou. A carga que estava sendo transportada nos vagões da ALL que despencaram continham cerca de 1,7 mil toneladas de farelo de soja, milho e açúcar. Deste total, 80% atingiu a vegetação e o rio.
Somente no primeiro semestre deste ano, a ALL já transportou 5 milhões de toneladas de produtos.(Luciana Pombo e Vânia Casado)





