O superintendente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Petrobras, Irani Carlos Varella, informa que, desde fevereiro, a companhia associou-se à Clean Caribbean Cooperative (CCC), a mais qualificada entidade de nível mundial para acompanhamento das unidades industriais de petróleo. Apesar de figurar entre as 14 maiores empresas de produção de petróleo do mundo, só agora toma parte da entidade. ‘‘O problema da Petrobras é que, a partir do segundo choque do petróleo em 73, optou por investir prioritariamente em exploração e produção de petróleo, em busca da auto-suficiência’’, diz Rodrigues. ‘‘Com isso, por quase 20 anos não investiu quase nada em refino.’’
O gerente-geral de Operações de Refino da Petrobras, Elias Menezes, discorda da afirmação. Segundo ele, de 1996 a 2000, a empresa investiu US$ 2,4 bilhões em refino e pretende investir, de 2001 a 2005, mais US$ 3 bilhões. A cifra, no entanto, perde-se quando comparada ao investimento total da empresa, que passa de R$ 1,5 bilhão por ano.
A refinaria mais nova da Petrobras, a Revap, em São Paulo, acabou de completar 20 anos. Cinco das 11 refinarias respondem por 61% de toda a capacidade instalada e a Repar, considerada a melhor (onde ocorreu o acidente), está inscrita para disputar este ano o Prêmio Nacional de Qualidade Industrial. (I.T.)

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