Rio, 21 (AE) - A comparação do nível de emprego da indústria em maio com os números do mesmo mês em 1998 mostra queda do número de trabalhadores em atividade em todas as
regiões pesquisadas pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, segundo dados divulgados hoje pelo instituto.
As perdas mais significativas foram registradas em Minas Gerais (-12,4%), São Paulo (-9,1%) e na região Nordeste (-9,0%). Nas outras regiões, embora
a retração também tenha sido expressiva, ficou menor do que o índice geral. A queda do nível de emprego foi de 8,5% no Rio de Janeiro e de 6,3% na Região Sul. No indicador acumulado de janeiro a maio, contra o mesmo período do ano passado, o número de demissões na indústria superou o de admissões em todas as áreas pesquisadas pelo IBGE. Minas Gerais permaneceu com a maior redução porcentual do contigente de empregados, registrando queda de 12,8%. No Estado, houve aumento do número de empregados apenas nas indústrias de vestuário (8,2%) e farmacêutica (6,1%). A segunda maior queda, na comparação dos índices acumulados, foi de São Paulo, que chegou a 10,2%. Dos 22 setores investigados no Estado, 20 reduziram seu quadro de pessoal.
As retrações mais agudas foram nas indústrias de fumo (-34%) e mecânica (-21,4%). No Nordeste, a queda de 8,1% do nível de emprego foi resultado da diminuição do número de
trabalhadores empregados em 19 setores. O Rio de Janeiro teve queda de 7,5% das vagas na indústria, entre janeiro a maio, e a região Sul, queda de 7,4%.
Os indicadores de emprego na indústria do IBGE acumulados nos últimos 12 meses mostram estabilidade no ritmo de queda de emprego entre abril e maio. Em ambos os meses, a queda acumulada ficou em 9,3%. Neste confronto, o maior número de demissões foi registrado nas indústrias de Minas Gerais (-12,1%) e São Paulo (-10,1%). Houve redução do nível de emprego de 9% na Região Sul, de 7,4% no Rio de Janeiro e de 6,7% no Nordeste. Na divisão por gêneros industriais, os segmentos mais atingidos continuam a ser os de fumo (-19,6%) e têxtil (-16,3%), seguidos do de mecânica (-15,0%).

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