Emprego na indústria cresce em janeiro, informa IBGE
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terça-feira, 21 de março de 2000
Por Maria Fernanda Delmas 
RIO, 22 (AE) - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma expansão de 0,1% no emprego do setor industrial em janeiro, em relação a dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado, o recuo foi de 1,7% - mas esta foi a menor queda na comparação ano a ano desde agosto de 1995. No acumulado dos doze meses até janeiro houve redução de 6 7% no número de trabalhadores, o que indica melhora no ritmo de queda.
Entre dezembro e janeiro, o número de contratações superou o de admissões em três das cinco áreas investigadas. O maior aumento no emprego foi verificado no Sul (0,5%), com destaque para a indústria de fumo, móveis e têxtil. No principal parque industrial brasileiro, São Paulo, o aumento foi de 0,3%. O destaque foram os segementos intensivos em mão de obra, como mecânica (1,2%), produtos alimentares (0,7%) e têxtil (0,5%). A região Nordeste apresentou expansão de 0,1%. As reduções ocorreram em Minas Gerais (-1,1%) e Rio de Janeiro (-1,0%). No País, catorze setores contrataram mais do que demitiram. Por exemplo, fumo (9,3%), editorial e gráfica (1,8%) e borracha (1 3%).
Na comparação de janeiro com o mesmo mês de 1999, apenas a região Sul ampliou o número de vagas industriais (0,4%). Houve crescimento em 11 setores, como borracha (11,8%), química (10 6%) e produtos alimentares (10,3%). A indústria do Rio foi a que mais cortou postos de trabalho (-6,3%). Em Minas Gerais o emprego recuou 3,6%, no Nordeste, 1,4% e em São Paulo, 1,3%. No País, 18 dos 22 setores pesquisados apresentou redução de pessoal, embora em ritmo menos acentuado.
As maiores quedas foram apontadas em fumo (-29,4%) e bebidas (-10,1%). Os setores que expandiram a mão de obra foram: borracha (5,9%), produtos alimentares (2,3%), extrativa mineral (2,0%) e química (0,4%).
No resultado de 12 meses, houve menos queda no nível de emprego em São Paulo, onde a redução passou de 8% no acumulado até dezembro para 7,2% no acumulado até janeiro. Em Minas, a queda nos mesmos períodos passou de 9,3% para 8,5%.
O total de salários pagos pelo setor industrial aumentou 0,5% entre dezembro e janeiro. Mas houve queda de 5,6% no confronto janeiro/janeiro e 9,6% na comparação dos doze meses encerrados em janeiro com o mesmo período do ano passado. Entre dezembro e janeiro, o total de salários se elevou em apenas dois dos cinco locais pesquisados: São Paulo (0,8%) e região Sul (0 7%). Em Minas Gerais houve uma queda de 1,2%, no Rio, de 1,1% e no Nordeste, de 0,1%.
O salário médio teve o terceiro aumento real consecutivo na comparação com dezembro: 0,4%. Em relação a janeiro de 1999 houve queda de 4% e na comparação dos 12 meses, redução de 3,1%. O IBGE ressalta que, mesmo com a melhora dos índices nos últimos meses, em confrontos mais amplos continua a queda do salário médio real, iniciada em fevereiro do ano passado.
Em São Paulo, o salário médio teve ganho real de 0,6% de dezembro para janeiro. No Sul, o ganho foi de 0,2%. No Rio o índice ficou estável, mas no Nordeste houve queda de 0,2% e em Minas, de 0,1%.


