São Paulo, 09 (AE) - O nível de emprego na indústria paulista ficou estável em agosto. Foram contratados 159 trabalhadores, o correspondente a um crescimento de 0,01% no índice medido pelo Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecom) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Foi o terceiro mês consecutivo em que a variação da oferta de trabalho ficou próxima de zero. Para a diretora do Depecom, Clarice Seibel, é forte a indicação de que o emprego na indústria do Estado inicia um novo ciclo, com retomada de contratações.
O prognóstico positivo é baseado na comparação entre o resultado dos primeiros oito meses do ano e os de idênticos períodos dos anos anterior. Até agosto, a indústria dispensou 55.757 funcionários, uma queda de 3,43% no nível de emprego. Em 1998, o índice caiu 4,88% no período. O pior resultado foi em 1996, com redução de 6,08%.
"A comparação do desempenho do mercado de trabalho nos últimos cinco anos mostra que a situação em 1999 é melhor", afirmou a diretora do Depecon. "É possível que muitos empregos sejam recuperados até o fim do ano."
Isso não significa que serão criados empregos na mesma proporção que os postos de trabalho fechados até agosto, acredita Clarice. Essa reversão na tendência do nível de emprego é um sinal forte de que a atividade industrial poderá voltar a crescer. Dentre os 47 setores pesquisados pela Fiesp, 18 informaram que as contratações de mão-de-obra superaram as demissões.
Os ramos de atividade que mais contribuíram para o quadro de estabilidade foram as indústrias de alimentos congelados e as malharias. Clarice diz que fatores sazonais contribuíram para o bom desempenho desses setores. A produção de suco de laranja e a formação de estoques de artigos do vestuário para o fim do ano estimularam as contratações.
Os setores que mais demitiram foram o de máquinas e de aparelhos eleroeletrônicos, afetados pela retração do mercado e pelas taxas de juros, consideradas ainda altas pela diretora da Fiesp.

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