São Paulo, 14 (AE) - O nível de emprego na indústria do Estado manteve-se estável em setembro. Levantamento feito pelo Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), indicou queda de 0,06% no mês passado, o que corresponde a uma perda de 957 postos de trabalho no período. Desde janeiro, segundo a pesquisa, a indústria paulista fechou 56.714 vagas.
Apesar da ligeira queda no índice medido pela Fiesp, o mercado de trabalho no setor industrial apresenta os melhores resultados dos últimos quatro anos. Foi o mais baixo índice no mês de setembro desde 1995. Foi também a menor taxa acumulada neste período, com queda de 3,45% nos primeiro nove meses do ano. Em 1995, a queda foi de 4,17%; em 1996, 6,21%; em 1997, queda de 3,63%; e em 1998, 5,36%. O resultado também foi positivo se comparado ao período de junho a setembro, quando os índices se alternaram entre positivos e negativos, mas sempre próximos de zero, o que não aconteceu nos anos anteriores, quando as perdas de vagas no setor foram significativas.
A construção civil foi a principal motivadora das novas contratações na indústria paulista. Entre os 47 setores pesquisados pela Fiesp, 17 contrataram mais que demitiram. Entre os que mais se destacaram estão as indústrias de esquadrias e construções metálicas (3,92%) vidro (2,91%) material plástico (2 06%) e artefatos de papel e papelão (1,93%).
Outros 27 setores industriais informaram que as demissões predominaram entre as empresas que representam. Os fabricantes de bens duráveis, como as indústrias de aparelhos de refrigeração (-4,14%), aparelhos elétricos e eletrônicos (-1 73%), calçados de Franca (-0,76%), papel e celulose (-0,37%), fiação e tecelagem (-0,29%) e veículos (-0,12%) estão entre os que mais demitiram.
A diretora do Depecon, Clarice Seibel, disse que não consegue saber os reais motivos das demissões, na maioria dos setores de atividades que apresentaram quebra no nível de empregos. Quanto a calçados de Franca e têxteis, fica claro que a disputa entre Brasil e Argentina em torno da proteção alfandegária teve forte reflexo no mercado de trabalho. O elevado nível de incerteza e a queda de renda disponível para consumo continua afetando o mercado de aparelhos elétricos e eletrónicos e de veículos.

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