São Paulo, 13 - O nível de emprego industrial no Estado de São Paulo cresceu 0,20% em março, na comparação com fevereiro
segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O número representa a recuperação de 3.192 postos de trabalho no mês. Esta é a terceira elevação consecutiva do nível de emprego, fato que não acontece desde abril de 1995. É também o melhor resultado para um mês de março dos últimos cinco anos.
Nos três primeiros meses do ano, o emprego registrou uma elevação de 0,40%, o equivalente a 6.376 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, entretanto, a variação é de -0,37% ou uma redução de 5.949 trabalhadores na indústria paulista.
O resultado reforça a tendência de retomada da atividade econômica, na opinião da diretora do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp, Clarice Seibel. Porém, ela adverte que ainda há um longo caminho a percorrer, já que a indústria de São Paulo demitiu aproximadamente 600 mil trabalhadores desde o Plano Real.
Os setores têxtil e de calçados lideraram as contratações, com elevação do volume de pessoal de 3,49% e 3,06%
respectivamente. Ambos, de acordo com Clarice, estão sendo beneficiados pelo forte movimento das exportações. "A indústria de calçados está trabalhando com a quase totalidade da capacidade instalada, para atender sobretudo ao mercado externo", justificou.
As exportações de artigos de vestuário, toalhas e malharias tiveram em fevereiro um aumento de 41% sobre fevereiro de 1999. O resultado é significativo, na opinião de Clarice, mesmo considerando a base de comparação deprimida em função da desvalorização cambial. A expectativa do setor para este ano é de um aumento de 30% das vendas externas sobre 1999. "Com o aquecimento também do consumo no mercado interno, a previsão é de que as contratações vão continuar nos próximos meses", concluiu.
Em março, os setores que mais demitiram foram o de bebidas (-4,5%) e de alimentos, com destaque para Doces e Conservas Alimentícias (-2,65%) e Rações Balanceadas (-4,43%). As dispensas foram motivadas, segundo a Fiesp, pelo término da produção dos ovos de Páscoa e do processamento da safra. No caso das bebidas, as dispensas resultaram do baixo volume de vendas em razão das temperaturas amenas do último verão.

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