Emprego industrial acumulou queda de 9,3% em janeiro
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quinta-feira, 25 de março de 1999
Por Jô Galazi 
Rio, 26 (AE) - As demissões na indústria em geral continuaram em janeiro, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que faz esta pesquisa em cinco regiões (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, região Sul e Nordeste). Ante dezembro, o declínio no emprego industrial foi de 1,1% e em relação ao mesmo mês do ano passado caiu 9,2%. No acumulado do período de 12 meses findo em janeiro, a retração alcançou 9,3%.
Comparando com dezembro último, encolheu o quadro de pessoal de 16 ramos industriais, com destaque para vestuário (-3 1%), material elétrico e de comunicações (-2,3%) e química (-2 1%). Entre os seis setores com variações positivas figuram fumo (24,5%), influenciado por fatores sazonais, e matérias plásticas (2%).
Ao mesmo tempo, a massa salarial (o total de salários pagos pela indústria) decresceu em 20 setores. As maiores perdas ocorreram em vestuário(-4,9%) e comunicações (-3,2%). Somente matérias plásticas (1,1%) e fumo (6%) ampliaram o ttoal de salários pagos.
A redução salarial nas fábricas mostrou-se ligeiramente mais favorável na comparação com janeiro de 98. A maior parte dos segmentos pesquisados apresentou aumento no salário médio, em um movimento que beneficiou principalmente a indústria editorial e gráfica (5,3%), e perfumaria, sabões e velas (4 9%).
Ainda segundo o IBGE, de dezembro para janeiro, por regiões, a maior queda no emprego industrial se deu na Região Nordeste (-3,1%), seguida pelo Rio de Janeiro (-1,8%) e São Paulo (-1,4%). Em relação a janeiro de 98, o encolhimento mais significativo se deu em Minas Gerais (13,1%), com São Paulo na segunda posição (10,7%).


