Emprego formal tem saldo positivo em janeiro
Emprego formal tem saldo positivo em janeiro14/Mar, 18:24 Por Vânia Cristino Brasília, 14 (AE) - O nível do emprego formal na economia (trabalhadores com carteira assinada) apresentou, em janeiro, variação positiva de 0,15%, correspondente à geração de 31.198 postos de trabalho. Este número corresponde ao saldo líquido entre admissões e demissões feitas pelas empresas de todo o País no mês, que tem que ser informado obrigatoriamente ao Ministério do Trabalho. Segundo os técnicos do Ministério do Trabalho, o fato de janeiro ter apresentado uma variação positiva no emprego deve ser creditado ao aquecimento do nível de atividade. Apesar do ano de 1999 ter fechado com uma variação negativa na geração de emprego, equivalente à desativação de 196.001 postos de trabalho o emprego formal vem gerando saldos positivos desde abril do ano passado, uma vez descontados os fatores de ordem sazonais. O percentual para janeiro, por exemplo, é o terceiro melhor para o mês desde 1992. Isso só acontece, de acordo com a análise dos técnicos, em anos caracterizados pela retomada do crescimento econômico. Quase 40% dos postos de trabalho gerados em janeiro tiveram como origem a Indústria de Transformação, um setor extremamente sensível ao ciclo macroeconômico de curto prazo. Em situação adversa é a indústria que demite primeiro. As exceções ao crescimento generalizado do emprego, distribuído em vários ramos de atividade, é o complexo Agricultura/Indústria de Produtos Alimentícios. O emprego no setor agrícola apresentou leve recuperação em janeiro mas, de acordo com os técnicos, insuficiente para identificar uma ruptura na trajetória de queda iniciada em 1996. A perda de postos de trabalho permaneceu na indústria de produtos alimentícios. Já a construção civil, que vem registrando sistematicamente resultados negativos, supreendeu em janeiro com a geração de 9.339 postos de trabalho. Os técnicos ressalvaram, no entanto, que só os dados dos meses seguintes poderão confirmar se começou ou não a recuperação do setor. Um setor que ainda não foi beneficiado pela atual conjuntura favorável ao emprego foi o de instituições financeiras. Em janeiro a queda foi de 3,07%, a mais elevada de todos os setores analisados, e que corresponde à perda líquida de 16.662 postos de trabalho. Os técnicos do Ministério do Trabalho avaliaram que esse desempenho é uma consequência da permanência do ajuste estrutural que, em maior ou menor grau, vem caracterizando o setor desde 1986.





