Emprego formal cresce pelo quarto mês seguido, diz Ministério
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
por Vânia Cristino 
Brasília, 3 (AE) - O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 0,04% no mês de julho, representando a criação de 8.057 postos de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, julho foi o quarto mês consecutivo no ano que apresentou saldo positivo na geração de empregos.
Os técnicos reconheceram que a criação de empregos em julho foi pouco significativa, principalmente se comparado com o mês anterior, quando se verificou a geração de 58.109 postos de trabalho.
De acordo com os técnicos, a desaceleração no nível de emprego em julho é verificada, tradicionalmente, todos os anos, sendo a causa principal o término das aulas, que afeta a demanda de trabalho no setor de ensino. Desde julho de 1994 a taxa de crescimento do emprego em julho vem se mantendo no mesmo nível. A exceção ficou por conta de julho de 1993 quando, com a economia aquecida, o crescimento do emprego alcançou a taxa de 0 08%.
Com o resultado de julho, a variação do nível do emprego formal no ano alcança 0,12%, equivalente à criação de 25.338 empregos nos sete primeiros meses de 1999. O balanço dos últimos 12 meses terminados em julho permanece fortemente negativo, com queda de 2,84% no nível do emprego formal.
Neste período, devido às medidas restritivas adotadas pelo governo em resposta à moratória da Rússia, principalmente a elevação dos juros promovida no final do ano passado, 595.914 postos de trabalho foram perdidos.
Na análise do Ministério do Trabalho, feita com base nas informações das empresas sobre admissões e demissões, o mercado de trabalho está em aquecimento na indústria de transformação. Ela foi responsável pela geração de 4.319 empregos no mês.
O resultado também foi positivo no comércio, administração pública e agricultura. O emprego permaneceu em queda na construção civil e nos serviços industriais de utilizada pública, assim como nas instituições financeiras.
Em termos geográficos, o Ministério do Trabalho apontou enorme heterogeneidade no comportamento do emprego. Ele foi positivo no Norte, Nordeste e Sudeste, com destaque para os estados do Pará (mais 2.474 postos de trabalho), Minas Gerais (mais 5.213 postos de trabalho) e São Paulo (mais 7.568 postos de trabalho).
No Sul e Centro-Oeste foi forte a retração do nível do emprego. No Rio Grande do Sul 6.952 postos de trabalho foram perdidos. No Centro-Oeste os destaques negativos ficaram por conta do Distrito Federal (menos 1.628 empregos formais) e Mato Grosso do Sul, com perda de 1.053 postos de trabalho.


