Emprego formal continua positivo em fevereiro
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domingo, 09 de abril de 2000
Por Vânia Cristino 
Brasília, 10 (AE) - O nível do emprego formal na economia (trabalhadores com carteira assinada) continua registrando saldos positivos. Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho, em fevereiro foram gerados 88.175 novos empregos, correspondente a um crescimento de 0,43%. Nos dois primeiros meses do ano foram geradas 119.373 novas oportunidades de trabalho. Nos últimos 12 meses terminados em fevereiro a variação do emprego também é positiva em 0,21%, equivalendo a um saldo de 42.613 postos de trabalho.
Segundo o Ministério do Trabalho, o bom desempenho do emprego deve ser atribuído, em primeiro lugar, ao ambiente macroeconômico. Desde abril do ano passado que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) vem captando, nos sucessivos saldos positivos, o aquecimento do nível de atividade econômica. A Indústria de Transformação, por exemplo, que é o primeiro setor a desempregar em situação adversa, registrou, nos últimos 12 meses, um saldo positivo no emprego de 98.805 novos postos de trabalho.
Os técnicos do Ministério do Trabalho chamam a atenção para o fato de o resultado do primeiro bimestre do ano ser o melhor dos últimos oito anos para igual período. Para isso, segundo eles, também contribuiu a sazonalidade. O emprego no subsetor de Ensino, po exemplo, costuma ser positivo nessa época do ano por causa do calendário escolar. Por outro lado, setores que vinham sofrendo, cronicamente, de um desempenho negativo, geraram emprego no mês de fevereiro.
Um exemplo de virada, que ainda não pode ser dada como consolidada, é o da construção civil. Pelo segundo mês consecutivo o setor apresentou saldo positivo na geração de emprego. No período foram gerados 11.807 postos de trabalho. Só que, desde setembro de 1998, a construção civil apresentou tendência acentuada e persistente de queda. Tanto que, nos últimos 12 meses, o Ministério do Trabalho registrou a perda de 74.058 postos de trabalho no setor.
Também com relação ao emprego nas Instituições Financeiras, a análise do Ministério do Trabalho é ainda mais cuidadosa. É que o choque setorial no segmento de bancos remonta a 1986. Desde então o setor registrou, ano a ano, elevados percentuais de perda. Em fevereiro, contrastando com a perda de 3,2% verificada em janeiro, o saldo do emprego no setor, embora modesto, foi positivo em 0,07%, correspondendo à geração líquida de 359 postos de trabalho.


