Empregados da Petrobras protestam por acordo coletivo
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domingo, 05 de setembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 06 (AE) - Os trabalhadores da Petrobras protestaram hoje na porta das unidades da empresa para reivindicar o que chamam de "acordo coletivo digno". "Entregamos uma pauta à Petrobras no dia 16 de agosto e, até agora, não tivemos resposta", afirmou o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Maurício Rubem. A FUP pede reposição salarial de 5,7% relativa ao período de setembro de 1998 a agosto, reposição de cerca de 30% pelas perdas acumuladas desde o Plano Real e aumento real de salário de 20%, decorrente de aumento de produção. Além disso, querem a reintegração dos demitidos das greves de 1994 e 1995.
Amanhã (07), os petroleiros fazem uma paralisação de 24 horas, nas áreas operacionais, em protesto contra o corte do direito extraturno - remuneração extraordinária das horas trabalhadas em feriados. Segundo a FUP, a Petrobras deixou de pagar os direitos em outubro.
Depois de várias reivindicações, a empresa pagou o extraturno no Carnaval, mas não nos feriados seguintes. Na sexta-feira (03), de acordo com a FUP, a direção da Petrobras propôs trocar o direito por uma compensação financeira, o que não foi aceito pelos trabalhadores.
Pela decisão do sindicato, os trabalhadores que iniciaram os turnos hoje não serão rendidos neste feriado. Rubem disse que os petroleiros das Refinarias de Manaus e Caxias, que não participaram da última paralisação, no feriado de Corpus Christi, confirmaram a adesão. A federação também decidiu que estará presente na paralisação que a Confederação Única dos Trabalhadores (CUT) está programando para a primeira quinzena de outubro.


