Bagdá, 06 (AE-AP) - O governo iraquiano pediu hoje às Nações Unidas que demita um de seus funcionários acusado de tentar infestar as plantações do Iraque com gafanhotos.
O Ministério iraquiano das Relações Exteriores identificou o funcionário como Ian Broughton, um neozelandês lotado no Escritório da ONU de Projetos de Serviços, que é encarregado de remover minas terrestres nas áreas autônomas curdas do norte do país.
O ministério comunicou Hans von Sponeck, coordenador humanitário do Programa das Nações Unidas para o Iraque, e exigiu a expulsão de Broughton dentro de 72 horas, disse uma declaração ministerial.
"As Nações Unidas iniciaram uma investigação sobre as acusações", disse o vice-porta-voz das Nações Unidas, Manoel de Almeida e Silva. Ele afirmou que von Sponeck vai se reunir com o chanceler iraquiano amanhã para tratar do assunto.
A declaração do ministério afirma que Broughton enterrou algumas caixas cheias de ovos de gafanhoto em abril perto da cidade de Khanaqin, 180 quilômetros a nordeste do capital, Bagdá.
"Broughton agiu de maneira criminal, que contradiz com as normas de comportamento de um funcionário internacional que trabalha para as Nações Unidas", acrescentou a declaração.

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