São Paulo, 12 (AE) - As empregadas Maria José Aurora Melo e Maria dos Santos, que trabalham no flat onde mora o prefeito Celso Pitta, vão depor amanhã (13), às 10 horas, na 1ª Delegacia Seccional Centro. O inquérito, aberto a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça, investiga suposto crime de corrupção ativa cometido pelo prefeito, secretários e o presidente da Câmara Municipal, e corrupção passiva por parte dos vereadores da base governista. O depoimento será presido pelo delegado titular Jorge Carrasco.
De acordo com depoimentos prestados pela ex-mulher de Pitta, Nicéa, e seu filho, Victor, os governistas cobraram propina para votar contra a abertura de um processo de impeachment contra Pitta. "Elas vão depor sobre as supostas reuniões que aconteciam na casa do prefeito", disse Carrasco.
Nicéa denunciou que em pelo menos uma dessas reuniões em sua residência foi decidido o valor que cada vereador iria receber para votar a favor de Pitta. Participaram dessa reunião, segundo Nicéa, o secretário da Saúde, Jorge Pagura, o secretário de Comunicação Social, Antenor Braido, o secretário de Governo, Carlos Augusto Meinberg, e o presidente da Câmara dos Vereadores
Armando Mellão (PMDB).
De acordo com Carrasco, as duas empregadas que vão prestar depoimento amanhã (13) estiveram ontem (12) na delegacia mas não foram ouvidas. O delegado também pretende convocar para depor os secretários, o presidente da Câmara e outras duas empregadas que trabalham hoje com a ex-primeira-dama. O delegado ainda não definiu as datas dos depoimentos.

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