Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de junho deste ano previa, para o dia 1º de janeiro de 2016, o início do emplacamento eletrônico de veículos em todo o País, para a implantação do Sistema Nacional de Identificação Veicular (Siniav). Porém, o cronograma deverá sofrer atrasos. A assessoria de imprensa do Ministério das Cidades informou que os departamentos de Trânsito (Detrans) pediram maior prazo para a escolha de um sistema unificado.
A intenção é tornar obrigatória a instalação de um chip em todos os veículos em circulação no Brasil. O dispositivo permite o envio de dados como placa, Renavam e outras informações direto para um banco de dados do governo. Pelo dispositivo, será possível medir até a velocidade que o veículo trafega. A tecnologia vai permitir coibir roubos de veículos e cargas, clonagem de placas e sequestros. Outra função será a fiscalização tributária, com controle sobre os proprietários que estiverem com documentos ou impostos atrasados.
A transmissão de dados está prevista para ocorrer on-line por meio de antenas dos Detrans e concessionárias de estradas. Assim, um veículo será identificado em qualquer lugar onde a rede de antenas estiver funcionando. As antenas poderão ser instaladas em qualquer local e não serão facilmente identificáveis.
De acordo com o Ministério das Cidades, o maior objetivo é mapear o fluxo de veículos para, assim, promover investimentos direcionados. O problema é que tanta tecnologia implica na violação da privacidade dos motoristas. Por meio do GPS, o rastreador poderá localizar o veículo em qualquer lugar. O serviço de ativação seria terceirizado, mas o risco do dispositivo ser ativado sem a autorização do proprietário violaria o direito à privacidade.

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