Londrina - O protesto silencioso de familiares e colegas de trabalho do agente penitenciário Francisco Gonçalves Filho, o Chiquinho, executado aos 41 anos em frente à casa em janeiro de 2008, marcou o início do julgamento, ontem de manhã, de dois dos três acusados pelo assassinato
Usando camisetas estampadas com a foto de Chiquinho, parentes da vítima permaneceram no Tribunal do Júri de Londrina acompanhados por agentes penitenciários Munidos de faixas colocadas do lado de fora do salão, eles pediam a punição dos acusados
Dois dos três filhos de Chiquinho estavam no local Wesley Nogueira Silva Gonçalves, 19 anos, emocionou-se ao relatar à imprensa como foram os últimos momentos do pai ''Ouvi tiros, corri para ver o que era e encontrei meu pai morto Ele sempre foi tudo para mim É uma cena que não consigo esquecer ''
O filho do meio, Gustavo, 13, não pôde acompanhar o julgamento por ter menos de 18 anos Com apoio dos familiares, entretanto, permaneceu sentado do lado de fora do tribunal ''Não saio daqui até que eles sejam julgados'', disse o adolescente, que presenciou o assassinato do pai
Ele contou que, no dia da morte, estava jogando bola na rua quando o pai chegou ''Entrei no carro para dar um beijo nele e combinar de assistirmos a um jogo no dia seguinte Chegaram duas pessoas numa moto e deram três tiros No terceiro tiro, eu saí correndo'', relatou
Com lágrimas nos olhos, Gustavo recordou que vivia constantemente preocupado com a segurança do pai, que teve um colega de profissão morto oito meses antes ''É difícil esquecer a cena daquele dia, mas prefiro lembrar os momentos felizes que passei com ele ''
A mãe de Chiquinho, Maria Terini Gonçalves, contou que o filho já havia relatado várias vezes que teria sido ameaçado por presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), onde trabalhava Ela esperava que os acusados fossem condenados à pena máxima

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