Problemas de memória normalmente são detonados por fatores iniciais, como estresse e depressão - explica a psicóloga Maria Antonieta Carbonari de Almeida, de Londrina, que ministra oficinas de memória.
Vivemos hoje em uma sociedade com excesso de informações. Tudo com um ritmo muito rápido, em que mal se assimila uma informação, já vem outra, atrapalhando o processo de captação. ''O primeiro passo para guardar uma informação é assimilar, associando com o que você já conhece. E o que eu percebo é que não só os que têm mais de 50 anos, mas até os jovens, sofrem com excesso de informação e com problemas de memória'', afirma.
O desafio é buscar o equilíbrio. Uma agenda, por exemplo, pode ajudar a pessoa a se organizar e distribuir melhor suas atividades. Uma dona de casa pode organizar as compras da semana e se planejar melhor. E o estudante pode controlar melhor o tempo para fazer cada atividade.
''A própria organização faz a memória funcionar melhor, porque você fragmenta as informações. O estresse atrapalha reter a informação'', explica a psicóloga. Por isso, uma atividade agradável para exercitar a memória é organizar o álbum de fotografias das férias, por exemplo. Enquanto organiza, você ''puxa'' as informações que tem, lembranças boas ou ruins. ''O que a pessoa viveu, suas dores, alegrias, isso é o que ela vai lembrar'', enfatiza.
A psicóloga explica que a emoção associada ao fato é essencial para a memória, porque quando a informação tem um significado especial, ''a gente tende a reter''. Por isso, um dos exercícios ministrados durante a oficina de memória é lembrar de uma roupa especial, quando foi usada e do significado que teve na vida. ''Muitas se lembram do vestido de noiva, ou, os homens, de ternos, que se sentiam especialmente elegantes'', conta. Outro exercício é selecionar uma palavra e relacionar a ela um fato relevante ocorrido na vida.
A atividade intelectual diária mantém a memória ativa. Por isso ela recomenda ouvir música, ler, comentar sobre um filme. Outra recomendação é manter um estilo de vida saudável. ''Diz o ditado que enquanto você está esquecendo onde deixou a chave, não há problema. O problema é quando você esquece para que ela serve'', ressalta. (C.P.)

Serviço:
Mais informações sobre oficinas de memória pelo telefone (43) 3344-5299

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