As emissões internacionais de gases responsáveis pelo efeito estufa bateram um recorde histórico no ano passado, colocando em dúvida o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global em menos de 2 graus, segundo informações divulgadas hoje (30) pela AIE (Agência Internacional de Energia).

Conforme dados da agência, as emissões de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa, cresceram 5% no ano passado em relação ao recorde anterior, em 2008. Em 2009, as emissões haviam caído graças à crise financeira global, que reduziu a atividade econômica internacional.

A agência estimou ainda que 80% das emissões projetadas para 2020 no setor de energia já estão comprometidas, por virem de usinas elétricas atualmente instaladas ou em construção.

A meta de limitar o aumento global das temperaturas médias em 2 graus foi estabelecida durante a conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas realizada no ano passado em Cancún.

Segundo os cálculos da AIE, a quantidade de dióxido de carbono emitida no mundo atingiu 30,6 gigatoneladas no ano passado, um aumento de 1,6 gigatoneladas em relação ao ano anterior. A agência estimou que, para limitar o aquecimento dentro dos limites aceitáveis, as emissões globais não devem ultrapassar 32 gigatoneladas até 2020.

Se o crescimento das emissões neste ano igualar o do ano passado, o limite estabelecido será ultrapassado nove anos antes do prazo.

Segundo a AIE, os países considerados desenvolvidos foram responsáveis por 40% das emissões totais em 2010, mas responderam por apenas 25% do crescimento global das emissões. Países em desenvolvimento, principalmente China e Índia, registraram um aumento muito maior de suas emissões, acompanhando seu crescimento econômico acelerado.

Com informações da BBC Brasil.

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