Emissão da Colômbia domina mercado de bradies
Nova York, 17 (AE-DOW JONES) - O grande destaque do mercado de títulos da dívida de países emergentes foi a emissão da Colômbia de US$ 500 milhões em bônus globais de 20 anos. O plano original era oferecer US$ 750 milhões em bônus, mas a previsão de demanda fraca levou à redução da emissão para US$ 500 milhões. Os títulos têm cupom de 11,75% e vencimento em 25 de fevereiro de 2020. Eles foram colocados com preço de 97,530 e taxa de retorno (yield) de 12,08%, com spread de 550 pontos-base sobre títulos comparáveis do Tesouro dos EUA.
Apesar de os mercados financeiros estarem sensíveis ao depoimento do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, a comissão de bancos da Câmara, alguns participantes ressaltaram que a Colômbia interpretou mal o nível de interesse dos investidores. De acordo com um administrador de portifólio de Boston, "os preços estavam razoáveis, mas não excitantes".
Contudo, quando os bônus começaram a ser negociados subiram cerca de 1/2, para 98. Investidores disseram que a Colômbia é muito pressionada a competir com títulos similares como os do México, que são mais atrativos por causa da melhora dos cenários de risco. "Os spreads estão apertados e há outras alternativas. Ninguém está esperando que a Colômbia alcance o grau de investimento no curto prazo", disse o administrador de portifólio da American Express Financial Advisors, Steve Merrell.
Apesar das expectativas de crescimento econômico do país, da linha de crédito de US$ 2,7 bilhões do FMI e, possivelmene, de uma ajuda de US$ 1,6 bilhão dos EUA, o mercado continua a descontente com a guerra civil que sacode o país há 35 anos. Felizmente, para a Colômbia, a emissão de hoje arrecadou mais da metade dos US$ 800 milhões que o país necessita em financiamento externo para este ano.





