A governadora em exercício, Emília Belinati (PTB), disse ontem que o governo do Estado já tomou todas as medidas cabíveis na tentativa de controlar a epidemia de cólera no Paraná. Emília passou o dia em Londrina. Ela monitorou por telefone passo-a-passo - em contato com o secretário Armando Raggio - a evolução da doença. ‘‘Desde que recebemos a primeira notícia confirmando a morte por cólera, tomamos providências’’, disse.
Segundo ela, além das medidas sanitárias, o governo do Estado passa a intensificar, através da Secretaria da Comunicação, uma campanha de conscientização e de informação sobre os riscos da doença e suas formas de contágio. ‘‘Isso já está sendo feito por uma unidade móvel no litoral. Na segunda-feira, espalharemos isso para todo o Estado’’, prometeu. ‘‘A informação é a maior arma para combater esse mal’’, ponderou ela.
Emília disse que desde ontem os postos de pedágio que ligam Curitiba ao litoral estão com a responsabilidade de distribuir material de informação para os motoristas que aproveitam o feriadão da Páscoa para descer ao litoral. A reportagem da Folha foi a Paranaguá e no posto de pedágio em Guatupê, no município de São José dos Pinhais (Região Metropolitana) não recebeu nenhum material informativo alertando os riscos da cólera.
O último relatório recebido por Emília ontem, quando a Folha falou com ela por telefone, foi por volta do meio-dia. Ela continuava tratando a doença como um surto. ‘‘Estamos averiguando todo o caminho de volta’’, observou. Segundo o seu relato, não existem ainda notificações da doença fora de Paranaguá. ‘‘A contaminação em Pontal do Paraná foi por que alguém comeu um bolinho com o marisco bacucu. A cólera continua restrita a Paranaguá.’’
Até a entrevista, por volta das 15h30, Emília Belinati não havia ainda sido informada pela Secretaria da Saúde sobre a informação de Raggio, ainda de quinta-feira, de que pelo menos 300 pessoas estariam contaminadas com o vibrião da cólera.

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