Emergentes se preparam para cúpula sobre clima
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terça-feira, 01 de dezembro de 2009
France Presse 
Paris- Os grandes países em desenvolvimento, entre eles a China e a Índia, estão se preparando com os dentes afiados para a conferência sobre o clima em Copenhague, rejeitando desde já qualquer tentativa dos países industrializados de lhes impor obrigações.
Uma série de reuniões informais restritas nesta terça e na quarta-feira em Copenhague com a ministra dinamarquesa do Clima, Connie Hedegaard, vai lhes permitir reafirmar o que consideram ''não negociável'' na perspectiva do futuro acordo.
Hedegaard afirmou que seu governo ''está consultando vários países'' e que ''opiniões diferentes estão sendo discutidas e testadas'' com base em ''diversas propostas''.
As negociações ''só vão começar na próxima semana'' na abertura da conferência, prevista para o dia 7 de dezembro, lembrou a ministra.
Representantes do Brasil, da China, da Índia, da África do Sul e do Sudão (presidente em exercício do G77, a coalizão dos países em desenvolvimento) se reuniram sábado em Pequim para definir uma posição comum e intransigente, baseada em quatro pontos essenciais: rejeição a metas de redução obrigatórias de suas emissões de gases de efeito estufa, recusa a submeter suas políticas sobre o clima ao aval internacional se não forem financiadas pelos países industrializados, rejeição à definição de um nível máximo para o crescimento de suas emissões, e rejeição à imposição pelos países desenvolvidos de qualquer taxa sobre suas exportações em nome do clima.
A declaração de Pequim tem como objetivo prevenir desde já as propostas emitidas pela presidência dinamarquesa e aprovadas pelo G8 em julho passado na Itália, que incluem meta mundial de redução das emissões de gases de efeito estufa de 50% entre 1990 e 2050, com os países industrializados assumindo 80% desta meta.


