Emergente do Rio faz festa para sua cadela
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segunda-feira, 18 de outubro de 1999
Por Sônia Apolinário 
Rio, 19 (AE) - Sasha deu um pingente de ouro em formato de osso para Pepezinha. Brinquedos, edredons, louças, escovas e biscoitos foram outros mimos que a cadela pequinês da empresária Vera Loyola ganhou hoje durante sua festa de aniversário. Sasha, uma dog alemão de cinco meses, se assutou com o movimento e tentou fugir para desespero de sua dona-"mãe", Maria Clara Monteiro. "Ela não está acostumada com coleira", justificou. A dona da festa, ao contrário, fungava de felicidade. Ganhou de sua "mãe" um brinquedo de corda: uma cachorra que amamenta quatro filhotes.
Vera estava orgulhosa de sua "filha", exibindo-a em seu colo. "Ela não está linda?", indagava. "Nem parece que tem 12 anos". A festa com motivo Dálmatas aconteceu nos jardins da casa da empresária, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. O jardim foi todo decorado com balões vermelhos, brancos e pretos. Ao todo, estiveram presentes cerca de 50 pessoas e 30 cachorros. Vera é a mais conhecida da chamada sociedade emergente carioca. A festa começou às 16 horas e, uma hora depois, foi cantado o "Parabéns", entoado a base de latidos. Os convidados aprovaram a iniciativa da amiga de fazer uma festa para Pepezinha. "Estou impressionada com a educação dos cachorros, são todos muito comportados", admirou-se Regina Bogossian, que levou a "filha" Tábata, uma poodle de 11 anos. Tábata, que chegou vestida com uma capa de chuva verde e calcinha (por estar no cio), não provou os quitutes feitos de ração. "Ela é muito fresca, só come filé mignon", explicou a dona.
A cocker spaniel Margot, grávida de alguns dias, foi vestida em grande estilo para o evento. Ostentava uma coleira de pérolas para orgulho de sua "mãe" Ana Paula Rodrigues. Na festa, as "mães" contavam as últimas proezas de seus "filhos" e se esmeravam para que todos se comportassem bem. Foram atendidas. Segundo o caseiro Francisco Carneiro, que trabalhou na festa como garçon, ninguém sujou a casa. "Todas pediram para ir ao banheiro", disse ele, explicando que o "banheiro" era uma área nos fundos da casa.
Na rua onde mora a empresária, os vizinhos não estavam muito satisfeitos com a festa. O segurança de uma das casas informou que só um cão da casa ao lado participou. "Num momento como esse, fazer uma festa dessas é um abuso", afirmou ele, que não quis se identificar para não perder o emprego. "Mas é o tal negócio, cada um com o seu".


