Londrina - A apresentação de dezenas de emendas por deputados federais atrasou o início da votação do Código Florestal, que estava prevista para começar no começo da noite de ontem. O impasse, no entanto, impediu que a matéria fosse apreciada pelos parlamentares até o fechamento da edição, por volta das 21 horas. A comitiva paranaense ligada ao setor agropecuário participava ativamente dos debates.
Um dos pontos polêmicos em que o governo e o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) tinham conseguido chegar a um acordo é a respeito dos plantios permitidos nas Áreas de Proteção Permanentes (APPs) em margens de rios, que serão definidos por decreto presidencial. Apesar da pressão do governo, Rebelo mantinha-se firme na decisão para isenção de Reserva Legal em propriedades de até quatro módulos fiscais, independentemente se o produtor é familiar ou não.
Os deputados federais haviam apresentado 170 emendas constitucionais ao novo Código. Em alguns momentos, as lideranças da Câmara e governo demostravam que chegariam a um acordo, mas no momento de realizar as alterações na redação do texto, as negociações atrasaram ainda mais o início da votação.

mockup