Brasília , 24 (AE) - A Embratel, única empresa que poderá fazer ligações interurbanas em todo o País e para o exterior, pretende conquistar 40% das chamadas feitas dentro dos Estados quando se iniciar a concorrência entre as operadoras. A empresa quer disputar um mercado que movimenta por ano cerca de R$ 1,5 bilhão em tarifas. Hoje, as ligações feitas dentro dos Estados são monopólio das operadoras regionais de telefonia. A Embratel só tem a exclusividade para as ligações entre os Estados e para o exterior.
"Devemos ter alguma perda nas ligações interestaduais com a concorrência, mas vamos conquistar clientes nos interurbanos onde ainda não atuamos", disse hoje o diretor de serviços da Embratel, Eduardo Levy. Segundo ele, no ano passado a operadora teve uma receita de R$ 4 bilhões, dos quais 65% (R$ 2,6 bilhões) se referem às ligações interestaduais.
"Temos menos de 50% do tráfego de DDD no País", afirmou Levy. As ligações feitas entre cidades de um mesmo Estado têm uma tarifa menor, mas têm um tráfego três vezes maior que as entre os Estados. A Embratel foi comprada pela operadora americana MCI, no ano passado, por R$ 2,65 bilhões. A operadora também não descarta a possibilidade de participar de licitações para poder prestar serviços para órgãos e empresas públicas, como sugeriu na semana passada o presidente da Tele Centro Sul, Henrique Neves. "A Embratel participa de qualquer licitação", disse o diretor da empresa. O governo ainda não decidiu se irá abrir concorrência para escolher as suas prestadoras de telefonia, a fim de escolher as menores tarifas.
Quando se iniciar a competição, no dia 3 de julho, a operadora irá completar as ligações feitas entre as regiões de forma errada pelos usuários. Para evitar que o erro seja mantido
a Embratel anunciou hoje que irá interceptar as ligações com uma gravação, comunicando a forma correta de se fazer as chamadas.

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