Embrapa sugere criação de estação agroecológica
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terça-feira, 12 de agosto de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) irá estudar a possibilidade de implantação de uma ''estação agroecológica'' na fazenda-modelo que o órgão, vinculado ao governo federal, mantém em Ponta Grossa, em substituição ao que o governo chamou de assentamento provisório. O projeto em análise deve atender a demanda das 150 famílias de trabalhadores rurais sem-terra que estão acampadas na propriedade desde a semana passada. Elas haviam invadido a área em meados de maio e saíram de lá com a promessa de uma solução pelo governo do Estado.
''A Embrapa está buscando que tipo de respaldo jurídico se tem para implantar um projeto dessa natureza'', destacou o chefe-geral da Embrapa Florestas, Vítor Afonso Hoeflich, que participou de reunião, na última segunda-feira, com representantes do governo do Estado para discutir a questão. O Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná também faz parte do grupo de trabalho que está analisando proposta.
A estação agroecológica, explicou Hoeflich, seria uma unidade de geração e transferência de tecnologia, tendo os produtores rurais sem-terra como treinandos. Nesse formato, o projeto atenderia a missão da Embrapa e do Instituto de Pesquisas Agropecuárias do Paraná (Iapar), que também desenvolve pesquisas em parte da fazenda-modelo.
De acordo com o presidente da Comissão de Mediação de Questões da Terra e secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, a estação agroecológica, caso venha a se concretizar, ocupará uma área de 500 hectares, dentro do espaço hoje cedido em comodato para o Iapar. Além do respaldo jurídico, o projeto depende de recursos que ainda não existem para construção de casas e implantação de infra-estrutura de água, energia elétrica etc. A verba, segundo ele, será gestionada junto ao Incra do Paraná ou virá do próprio governo do Estado.


