Embrapa quer reajuste de 26%
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quarta-feira, 12 de maio de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Funcionários da Embrapa Soja em Londrina realizaram ontem paralisação de um dia em protesto contra a falta de propostas do Ministério da Agricultura à categoria, que reivindica 26% de reajuste salarial. O movimento é nacional e, em todo o País, 8 mil funcionários das 39 unidades de pesquisa estão mobilizados. Além da correção salarial, pedem contratações de pessoal para compensar a demissão de 4 mil funcionários nos últimos 10 anos.
Segundo a líder sindical Roseli Rossi, a categoria negociava durante todo o mês de abril o reajuste para o dia 1º de maio, data-base dos funcionários. ''A única resposta que conseguimos dos ministérios do Planejamento e da Agricultura era a de que o reajuste não estava incluído no orçamento. Entendemos isso como uma negativa e optamos pela paralisação'', disse Roseli. ''Estamos pedindo 26% de reajuste linear (igual para todos os profissionais), pois é uma média dos valores com os quais o governo assinalou como correção para o funcionalismo público'', disse.
Parte das reivindicações deve-se, segundo Roseli, aos cortes no orçamento para pesquisa e investimentos em estrutura da Embrapa. Desde 1997, diz ela, as verbas destinadas ao centro de pesquisa sofreram redução de 40%, passando de US$ 500 milhões para US$ 284 milhões, previstos para esse ano.
As lideranças sindicais da Embrapa devem esperar por uma resposta do Planalto no período de até cinco dias úteis. Roseli disse que os funcionários estão dispostos a parar por tempo indeterminado. As negociações são feitas entre a representação nacional do sindicato com o Planalto, por intermédio de deputados.
No caso da Embrapa Soja em Londrina, 40 dos 300 funcionários participaram do protesto realizado ontem pela manhã na frente da empresa.


