São Paulo, 18 (AE) - A seca registrada nas regiões produtoras de café do Brasil deve resultar em perda de 7 milhões a 11 milhões de sacas na safra 2000/2001, segundo Sônia Milagres Teixeira, supervisora de safra da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que faz parte da equipe de Antônio Nassif, técnico responsável pela estimativa oficial do governo. As previsões do mercado, antes dos problemas climáticos, eram de produção de aproximadamente 40 milhões no ano-safra.
Segundo ela, a previsão para 2000/2001, que ainda não é oficial, leva em conta dados enviados pelas cooperativas de produtores à Embrapa. "Pelas informações que recebemos das cooperativas, a situação é mais grave na Zona da Mata, onde houve uma florada, mas ela foi abortada por causa da seca", afirmou a supervisora.
Técnicos de cooperativas de cafeicultores de São Paulo e Espírito Santo informaram à Embrapa que se chovesse em outubro as perdas não seriam tão grandes. Técnicos da Embrapa sairão a campo ainda neste mês para elaborar um primeiro levantamento para a safra 2000/2001 e revisar ou confirmar a estimativa para 99/2000, prevista em 24,78 milhões de sacas. A estimativa oficial do Ministério da Agricultura, elaborada pela Embrapa, deve ser divulgada no começo de dezembro. O presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Franca (Cocapec), David Sebastião Ferreira, espera perda de mais de 11 milhões de sacas na safra 2000/2001. "Levando em conta uma safra de 40 milhões de sacas, estamos esperando perda de 30%", afirmou. Estimativas que circulam no mercado externo indicam perda de 25%.

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