São Paulo, 21 (AE) - A Embraer assegurou hoje, no comunicado enviado à Bovespa e distribuído à imprensa para esclarecer a venda de 20% de suas ações ordinárias para o consórcio francês Matra-Dassault-Thompson/CSF-Snecma, que "não há qualquer outro documento firmado, ou acerto feito, diverso daquele constante dos documentos já divulgados e dos demais entregues à Aeronáutica". A informação é uma reação às notícias divulgadas ontem, atribuindo ao ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Walter Br„uer, a elaboração de um relatório confidencial no qual ele teria denunciado a celebração de acordos secretos entre a Embraer e as empresas francesas, brechas para repassar-lhes o controle acionário em até cinco anos.
No comunicado, a Embraer procura desfazer possíveis apreensões na área militar, ressaltando que os acionistas da empresa respeitarão sempre o interesse nacional. "Qualquer exigência legítima da autoridade brasileira para salvaguardar os interesses do Sistema de Defesa Nacional será, como sempre foi, prontamente atendida". O brigadeiro Br„uer, demitido do Comando da Aeronáutica na semana passada, depois de criticar o ministro da Defesa Élcio álvares, criticou hoje, ao transmitir o cargo para o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, o que classificou de "internacionalização da indústria aeronáutica".

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